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Data: 2012-03-05 - Hora: 20:46:58

Tese de Doutorado do prof. Joelson Gonçalves de Carvalho analisa o desenvolvimento econômico dos agricultores familiares dos assentamentos rurais da Região de Ribeirão Preto


Durante décadas a fio, foram realizados vários estudos sobre a questão agrária e fundiária no estado de São Paulo, destacando sobremaneira a região do Pontal do Paranapanema, em razão da descrita localidade abrigar um enorme contingente populacional de famílias assentadas. Na região do Pontal do Paranapanema concentra-se aproximadamente 70% dos assentamentos de trabalhadores rurais.

Contudo, até o presente momento, poucos pesquisadores tinham lançados olhares sobre a agricultura familiar na região de Ribeirão Preto, onde as monoculturas agroindustriais são predominantes. Falar sobre políticas de desenvolvimento dos assentamentos rurais implantados nessa região também era um “tabu”, a considerar que a referida cidade se auto denomina-se como a capital mundial do agronegócio.

Esse importante trabalho de pesquisa do professor Joelson, sem sombra de dúvidas, exemplifica o quanto são importantes as políticas de crédito rural do Governo Federal, que, por meio dos créditos de fomento (Apoio à Instalação do Incra) e via PRONAF, possibilitam a geração de renda às famílias de beneficiários assentados, com objetivo de fortalecimento das atividades desenvolvidas pelas famílias de agricultores familiares (aproximadamente 908 famílias objeto desse estudo).

É necessário ressaltar que o Governo Estadual, ao longo dos anos, tem restringido os agricultores familiares assentados do acesso aos programas de desenvolvimento rural sustentável, preferindo disponibilizar recursos financeiros e políticos para outras regiões (consideradas menos desenvolvidas), por acreditar que os agricultores familiares assentados na referida região não necessitam estar sob a égide dos programas desenvolvidos por suas secretarias de governo.

É um grande erro por parte do Governo do Estado de São Paulo privar esses agricultores familiares do acesso às políticas públicas de desenvolvimento rural, dificultando, indiretamente, para que esses construam bases sólidas para a sustentabilidade de suas pequenas propriedades rurais. Vê-se claramente, que o objetivo do descrito governo é repassar à União e às prefeituras dos municípios onde estão localizados esses assentamentos rurais, a responsabilidade direta sobre o desenvolvimento das famílias assentadas.

É também visível o desmantelamento do órgão público estadual (ITESP) que trata do planejamento e execução das políticas agrária e fundiária, em âmbito estadual. Os baixos salários, a falta de uma política de ascensão profissional, a intensa perseguição sofrida por alguns de seus funcionários, a falta de veículos e equipamentos, fez com que vários técnicos e analistas, com larga experiência nas descritas políticas públicas, deixassem o referido órgão público. Ao todo 440 funcionários solicitaram demissão voluntária.

José Amarante
Associado AFITESP

Prof. Joelson Gonçalves de Carvalho - arquivo.pdf

Prof. Joelson Gonçalves de Carvalho
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Instituto Três Rios
Departamento de Ciências Econômicas e Exatas


Data: 2012-01-05 - Hora: 20:37:51

Realizada Audiência Pública na ALESP: Dia de Luta em Defesa da Reforma Agrária nas Terras Devolutas do Estado de São Paulo.


Cinco meses após a constituição da Frente Parlamentar pela Reforma Agrária e Agricultura Familiar da ALESP, lançada oficialmente em 10 de novembro de 2011, a qual a AFITESP teve participação ativa na coleta de assinaturas junto aos deputados estaduais, essa já demonstra ser uma das mais importantes Frentes Parlamentares da Nobre Casa de Leis. Na manhã do dia 19/4, foi promovido o encontro pelo “Dia de Luta em Defesa da Agrária”, com foco principal no tema Reforma Agrária nas terras devolutas do Estado de São Pulo. Também esteve presente o deputado Marcos Martins (PT).

Simão Pedro declarou que fortalecer a agricultura familiar tem caráter estratégico, uma vez que o setor produz e gera mais postos de trabalho que o agronegócio, o que, segundo, o deputado, já está comprovado.

O seminário foi idealizado para discutir a possibilidade de ampliar as áreas disponíveis para a agricultura familiar, através da reforma agrária. Segundo Simão Pedro, as terras no Estado de São Paulo são caras, então desapropriá-las exigiria um grande esforço orçamentário”,

Dessa audiência, conforme explicou o deputado, deverão surgir conclusões e encaminhamentos para tentar resolver o problema de desapropriação de terras, que deve ser ampliada, tanto pela União quanto pelo Estado. Os encaminhamentos das conclusões devem ser encaminhados para a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e para o Incra, para que tenham sequência outras desapropriações que permitam a expansão da agricultura familiar.

Para Marcos Martins, que é oriundo do interior do Paraná, o Brasil “é um país de todos, principalmente daqueles que cuidam da terra”.

Um dos palestrantes, o diretor executivo do Itesp, Marco Pilla, lembrou da criação do protocolo que reforça a comercialização da produção dos assentamentos familiares em São Paulo, de forma a garantir sua subsistência.

Falando da autorização para a comercialização da produção dos assentamentos familiares em São Paulo, o superintendente regional do Incra/SP, Alberto Paulo Vásquez, destacou que o importante é reafirmar que a ocupação dessas terras que foram recadastradas como públicas dá a oportunidade a novos assentamentos, além de garantir a renda familiar de um número maior de pessoas.

Padre Severino, da Comissão Pastoral da Terra, lembrou que a distribuição de terras tem que ser socializada, atendendo ao que está previsto na Constituição Federal. Para ele, isso tem que ser feito através da reforma agrária.

Maiores informações:

http://www.al.sp.gov.br/portal/site/Internet/DetalheNoticia?vgnextoid=f6b3657e439f7110VgnVCM100000590014acRCRD&id=327396&textoBusca=agraria;reforma&flRealca=T#inicio

José AmaranteAFITESP


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